Alvo de críticas, coleta de lixo vira tema de requerimento e falas de vereadores

Críticas contundentes dos vereadores

Durante a 32ª Reunião Ordinária realizada na última segunda-feira, membros da Câmara Municipal de Piracicaba expressaram severas críticas em relação ao serviço de coleta de lixo prestado pela Piracicaba Ambiental. Os parlamentares apontaram várias falhas na implementação do serviço, incluindo a falta de regularidade na passagem dos caminhões de coleta pelos bairros, que resultou em queixas dos moradores.

Irregularidades na coleta de lixo

A coleta de resíduos na cidade tem sido motivo de descontentamento entre os cidadãos, que relataram que o lixo acumulado em determinadas áreas ficou sem ser recolhido por dias. Durante a reunião, os vereadores destacaram que as obrigações descritas no contrato entre a Prefeitura e a empresa não estão sendo cumpridas adequadamente. Os parlamentares enfatizaram que a frequência da coleta irregular está afetando diretamente a qualidade de vida dos moradores, tornando a situação insustentável.

O impacto da frequência dos serviços

As queixas sobre a coleta de lixo vão além do simples atraso na passagem dos caminhões. Muitas pessoas mencionaram que a movimentação inadequada de resíduos recicláveis e objetos inservíveis provoca acúmulo de lixo, resultando em problemas de saúde pública e degradação ambiental. A frequência das coletas apresenta-se como um dos principais fatores de insatisfação entre os piracicabanos, levando a um apelo crescente por medidas de fiscalização e melhorias.

coleta de lixo

Requerimento 601/2026 e suas implicações

No contexto das críticas, o requerimento 601/2026, autoria do vereador André Bandeira (PSDB), foi um dos 25 documentos aprovados na sessão. Este requerimento pede informações detalhadas ao Executivo sobre os parâmetros utilizados para a Taxa de Serviços Públicos, comumente chamada de “taxa do lixo”, que é cobrada junto ao IPTU. O parlamentar destacou que diversos cidadãos têm reclamado dos valores altos da taxa, especialmente diante da insatisfação com a prestação do serviço.

Desafios da parceria público-privada

Os vereadores também discutiram a natureza da parceria público-privada estabelecida entre a Prefeitura de Piracicaba e a Piracicaba Ambiental. Alguns vereadores qualificaram essa relação como um “casamento arranjado”, indicando que os problemas com a empresa se arrastam há anos. A falta de fiscalização efetiva e a persistência de falhas nítidas no serviço foram amplamente debatidas. Gustavo Pompeo (Avante) trouxe à tona a necessidade de revisar a continuidade do contrato, que tem uma duração de 30 anos, alegando que os indícios de insatisfação se acumulam.



Resultados das fiscalizações realizadas

As fiscalizações dos serviços prestados pela Piracicaba Ambiental foram mencionadas por vários vereadores durante a reunião. Felipe Gema (Solidariedade) e outros colegas relataram resultados preocupantes, como a maneira desleixada com que o lixo é tratado ao ser colocado nos caminhões. Felipe destacou que os acidentes ocorrendo devido à coleta incompetente são inaceitáveis. Isso não só contribui para a desordem nas ruas, mas também leva a riscos à segurança dos cidadãos.

A controvérsia do serviço Cata Cacareco

Outro ponto de crítica foi o serviço Cata Cacareco, responsável pela retirada de itens inservíveis como eletrodomésticos, colchões e móveis. Fabrício Polezi (PL) mencionou falhas na operação, como a ausência de um sistema organizado para garantir que todos os objetos solicitados sejam recolhidos. Isso levou a queixas de moradores que se sentem frustrados com a ineficiência do serviço, resultando em uma situação caótica nas calçadas e vias públicas.

O papel do contrato com a Prefeitura

O contrato entre a Prefeitura de Piracicaba e a Piracicaba Ambiental, que envolve um repasse mensal superior a R$ 11 milhões, foi questionado. Vários vereadores expressaram dúvidas sobre a eficácia da aplicação desses recursos e a qualidade dos serviços em troca desse investimento. O quadro atual levanta a questão se o valor pago é proporcional à qualidade dos serviços prestados em relação à coleta de lixo e à limpeza urbana.

Sugestões para melhorias na coleta

Diante das inúmeras críticas, alguns vereadores sugeriram a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a situação do contrato com a Piracicaba Ambiental. Entre as propostas estão medidas de melhoria na coleta, desde a solicitação de maior frequência nas coletas até a implementação de um sistema mais eficiente para a retirada de itens inservíveis. O objetivo é oferecer serviços mais adequados aos cidadãos e assegurar uma resposta mais eficiente às queixas já apresentadas.

A necessidade de uma CPI

O clamor por uma nova abordagem na prestação de serviços de coleta de lixo é crescente. Os vereadores, como Zezinho Pereira (União Brasil), indicaram que é hora de agir para assegurar que o contrato firmado com a empresa seja revisado. A proposta de uma CPI vê como essencial. É necessário trazer à luz as falhas operacionais da Piracicaba Ambiental. Assim, a investigação pode revelar não apenas a má gestão, mas também potenciais desvios que precisam ser corrigidos.