Apesar de atraso, Piracicaba promete Hospital Regional para o final do ano

As obras do Hospital Regional de Piracicaba (SP), no bairro Santa Rita, estão atrasadas. A previsão inicial, dada pelo prefeito eleito Gabriel Ferrato (PSDB), era de término da estrutura física em dezembro de 2012. A entrevista ocorreu uma semana após ser eleito, em outubro do ano passado. A Prefeitura de Piracicaba admitiu o atraso e diz que não há novo prazo da conclusão estrutural, mas garantiu que a inauguração será no segundo semestre deste ano, como já planejado.

A reportagem esteve no local na última sexta-feira (18) e constatou o atraso nas obras. Andaimes cercam o prédio, para que paredes ainda sejam instaladas. Funcionários carregavam materiais de construção, além de caminhões que faziam o transporte de cimento e areia.

Um engenheiro, que trabalhava no local e foi demitido nesta semana, disse que só com ‘um milagre’ o prédio será inaugurado no segundo semestre. “Tem ainda muita coisa atrasada. A Prefeitura está subestimando o prazo. Existem problemas na instalação hidráulica, na pintura e no acabamento geral”, contou. Ele acredita que a inauguração da obra será atrasada.

“O prefeito deve estar mal assessorado. A não ser que haja um passe de mágica, esta construção não será entregue até julho”, arriscou.




Outro lado
O secretário municipal de Obras Arthur Ribeiro Neto reconheceu, por meio de sua assessoria de imprensa, o atraso no término do prédio e afirmou que não há prazo para a finalização da obra. Porém, mesmo com os problemas, ele disse que a inauguração vai acontecer no segundo semestre deste ano.

“Acontece que junto com as obras civis está sendo realizada a instalação dos equipamentos. São 18 mil metros quadrados de construção e os blocos são independentes, e alguns já estão concluídos. Não adianta concluir as obras no fim de dezembro e não ter equipamentos instalados. Estamos fazendo em conjunto”, afirmou o secretário em nota. Sobre as declarações do engenheiro, o titular da pasta não se pronunciou.

Hospital Regional
A unidade terá 126 leitos para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e realizará até 2 mil cirurgias por mês de média e alta complexidades. A unidade contará com centros cirúrgico e de diagnóstico, Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e setor administrativo. A unidade terá 19 mil metros quadrados de área e investimento de R$ 85 milhões (R$ 65 milhões da Prefeitura e R$ 20 milhões do Estado de São Paulo).

Fonte: G1





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