Serviço médico a doentes em casa não chega em distritos de Piracicaba

Mesmo com a ampliação das equipes do Programa de Assistência Domiciliar (PAD) da Prefeitura da cidade Piracicaba, no interior de São Paulo, o serviço de saúde destinado a pacientes que têm dificuldade de deslocamento ainda não atende à demanda dos distritos e bairros mais distantes do município. “Há dificuldade logística para fazer o atendimento”, disse o secretário de Saúde de Piracicaba, Fernando Cárdenas, nesta terça-feira (28).

A afirmação foi dada durante a visita de Cárdenas, do prefeito Barjas Negri (PSDB) e de outros políticos da cidade na nova sede da Central de Fisioterapia, onde também funcionará a sede do  PAD, na Avenida Piracicamirim.

Serviço
Atualmente, duas equipes fazem atendimento domiciliar em toda a cidade no caso de pacientes que não conseguem se deslocar. “A princípio estamos fazendo atendimento na zona urbana. Temos uma dificuldade operacional, porque tem distritos que estão a 49 quilômetros da cidade, então, não conseguimos fazer a rotina, mas atendemos casos prioritários”, justificou Cárdenas.

O PAD realiza 200 procedimentos médicos por mês e 2,3 mil atendimentos de enfermagem, segundo dados da Pasta. Uma equipe multidisciplinar garante o acompanhamento de pacientes que precisam de serviços de enfermagem, visitas médicas, fisioterapia motora e respiratória, orientação nutricional, suporte psicológico, imunização, entre outros.


Obras
As obras da sede própria da Central de Fisioterapia e do PAD estão em fase de acabamento. A nova unidade deve ser inaugurada no final de junho, com dois meses de atraso do previsto. “Não acredito que a gente consiga estruturar tudo até o final de abril, como estava no contrato”, explicou Cárdenas.

Segundo a Secretaria de Obras, falta finalizar o acabamento com serviços de pintura, instalações da rede hidráulica e elétrica, além de toda parte de aquecimento solar e rede de incêndio. A nova sede terá 1,5 mil metros quadrados de área construída em dois andares com acesso por rampa e elevador.



Investimento
O investimento total na obra da sede própria da Central de Fisioterapia é de R$ 1,2 milhão. O prédio conta com consultórios, salas de avaliação, sala para terapia em grupo, cinesioterapia (para exercícios), atendimento familiar, departamento administrativo, sala de hidroterapia com tanque para massagens terapêuticas, sanitários e vestiários. A principal novidade é a construção de uma piscina coberta para hidroterapia.

Segundo Cárdenas, todos os equipamentos e mobiliários necessários para o funcionamento da Central já foram comprados e entregues. A Pasta, entretanto, não informou o valor investido.

Atendimentos
A Central de Fisioterapia Municipal atende, em média, três mil pessoas por mês. Com a inauguração da nova sede, a expectativa é dobrar a capacidade. “De 150 atendimentos por dia, teremos condições de atender 300 pacientes diariamente”, garantiu Cárdenas.

A ideia é que a equipe de reabilitação do PAD trabalhe de forma integrada com a da Central. “Se houver entrosamento, a gente consegue fazer um trabalho mais articulado, porque ambos atuam na reabilitação de pacientes”, explicou o secretário.

Parcerias
Para fazer os atendimentos de fisioterapia, a Secretaria da Saúde conta com a parceira da Faculdade Anhanguera e da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Os atendimentos são feitos por estagiários dos cursos de Fisioterapia, com supervisão dos professores.

A Faculdade Anhanguera, que já desenvolve o trabalho de fisioterapia desportiva junto ao poder público, será responsável pelos atendimentos de hidroterapia na nova sede. “A prática clínica é uma exigência da grade curricular do curso, então, é uma boa oportunidade para todos”, analisou a coordenadora do curso na unidade de Piracicaba, Maria Teresa Munhoz Severi. A expectativa da professora é assumir também os atendimentos cardiorrespiratórios.

Já a Unimep, que tem parceria com a Prefeitura desde 2003, será responsável pelos atendimentos focados na saúde do trabalhador. “Trabalhamos diretamente com os portadores de LER/DORT. Esse é um trabalho que já desenvolvemos há tempos”, explicou a professora Gislaine Cerveny, supervisora de estágio em Saúde Coletiva, que inclui ainda saúde familiar.

Fonte: G1





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